[RESENHA] Livro e filme O Doador de Memórias de Lois Lowry

Escrito por Louis Lowry, O Doador de Memórias, é, originalmente “O Doador”, uma “distopia utópica”.

Como assim Lay?

O Livro.

Bom, como outras sagas atuais que já conhecemos, este é um livro futurístico que, aparentemente, mostra uma sociedade perfeita – daí chamamos utopia -. As pessoas pensam que está tudo bem, pensam ter sentimentos, mas não sabem que seus sentimentos são, na verdade, reprimidos. E aí entra a distopia.

Jonas é o personagem principal da história, mesmo na narração em terceira pessoa, podemos ver os fatos no ponto de vista dele o tempo todo. Para entendermos um pouco mais dessa sociedade, aqui vai um resumo do resumo:

Nessa sociedade repressora, os adultos podem requisitar um parceiro, que será dado de acordo com a “personalidade”, como os “pais” de Jonas (que não são biológicos), evitando assim separações, os casamentos são sempre bem-sucedidos. Mais tarde podem pedir filhos, e estes são dados numa cerimonia, a idade das crianças não são exatas no livro e contam a partir do dia do recebimento, ou seja, as crianças fazem aniversário no mesmo dia, e a cada ano ganham algo em especial. Quando essas crianças chegam ao Doze, são designadas a uma profissão, e Jonas é escolhido como o próximo Recebedor de Memórias. O Recebedor de Memórias, basicamente, recebe memórias (ah, é mesmo?), memórias de todos os povos, todas as pessoas. Isso fica um tanto confuso no livro, acho que explica um pouco na sua sequência. Para quem não sabe, O Doador faz parte de um quarteto.

Sendo bem sincera, coloquei muitas expectativas no livro, e me decepcionou bastante.

Simplesmente porque eu gosto de ação, e é uma coisa que este não tem, ou se era para ter, ficou bem fraco. Por outro lado, gostei da forma como o autor escreve, os personagens, mesmo naquela sociedade sem vida, são bem marcantes, principalmente o Doador. Jonas não é um protagonista chato, é muito legal ver seu desenvolvimento e capacidade de perceber coisas durante o livro, como ele se encanta quando recebe suas primeiras memórias, e seus sentimentos começam a aflorar. Apesar da escrita ser lenta, não achei cansativa, valeu a pena ler, digamos que o final foi justo, mas faltou um algo a mais, um “e depois?”.

Pontos Positivos: Bem escrito, personagens arquitetados, leitura calma, dá para curtir.

Pontos Negativos: Sem ação, alguns pontos sem explicação, fiquei com dúvidas após o término do livro.


O Filme.

Bem mais “direto ao ponto”, o filme me conquistou. Posso até arriscar dizer que é melhor do que o livro, pela primeira vez. O filme não é lá fiel, mas tem bastante diálogos e frases de efeito iguais. O que mudou, achei necessário para o filme não ficar massante.

Agora chegou a parte do mimimi:

Taylor Swift???? Fala sério! Nada a ver! Quase tive um treco quando vi ela, e dei graças a Deus por sua parte ser tão pequena, tanta atriz por aí, sério, poderia ser qualquer uma, que fosse morena natural e não precisasse usar aquela peruca porque ficou muito feia. Assim não dá, produção.

Spoiler, mas não tanto assim: A coisa da memória, quando Jonas lembrava, voltava para a população, aquilo não fez sentido nenhum no livro, acho que os produtores acabaram sacando isso e fizeram algo bem mais lógico, mas isso, vendo o filme, você vai descobrir.

O lance das cores foi demais também! Eu realmente achava que eles não fariam, deu um toque único ao filme, foi uma das partes que eu mais gostei.

E você? Já viu? O que achou? =)

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7 comentários sobre “[RESENHA] Livro e filme O Doador de Memórias de Lois Lowry

  1. […] No começo, achei um livro parado, mas enxerguei um significado muito bonito nele depois de finalizar a leitura.O livro te mostra que uma “sociedade perfeita” só existiria sem sentimentos, e nisso tu pensa: tanta gente reclama do mundo, da dor, guerra, corrupção, e ninguém abre os olhos sobre a felicidade e o amor, o quanto isso é importante, o quanto isso nos faz melhores. Então, sem dúvidas, recomendo muito! Eu já fiz uma resenha dele, clique aqui para ver. […]

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    • Confere, mas pelo o que eu sei sobre isso, a semelhança para por ai. Por mais que ambas obras sejam uma personificação de poder absoluto – 1984, né? -, o livro de Lowry é bem menos político. Se trata mais de um governo que percebe que quando os sentimentos são reprimidos e a liberdade genuína é tirada das pessoas, elas são muito mais manipuláveis e estáveis, como eu disse, vivem uma utopia. 1984 mostra um governo totalitário que tem seus rebeldes e as pessoas não aceitam, mas não tem escolha. É mais agressivo, entretanto a observação é ótima. =)

      Curtido por 1 pessoa

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